Treine Vender

A MOVA atende no Rio de Janeiro. Escritório no Jardim Botânico para todos os estados do Brasil.

 

Página Atualizada em        04 / 10 / 2018.

 

A Consultoria MOVA é uma empresa que oferece um conjunto de opiniões pessoais do prof. Aloisio Pombo.
Grato pela visita.    Contratação: Facebook / Aloisio Pombo.

 

 

Apoio ao Livro Treine Vender por Aloisio Pombo.

 

Aqui nesse site eu tenho mais espaço para escrever textos mais longos e até um livro inteiro, embora irei trabalhar textos cursos.

 

Seja bem-vindo a esse site que está dando continuidade aos comunicados do Facebook, WhatsApp, Blog e LinkedIn que resumem estudos do aprendizado de treinar vender.

 

 

POMBO MOVA – Consultoria e Treinamento

 

 

O Método de Aprenda a Vender.

1 -  Recomendo como primeira  ação do aprendizado a leitura do livro que pode ser adquirido no site da Saraiva em: https://www.saraiva.com.br/treine-vender-9736059.html

2 – Coloque o E-Book no seu tablet ou celular para ler e consultar.

3 – Faça o acesso GRATUITO do Vídeo de 2:18hs da Oficina Treine Vender filmada no CRA-RJ em: https://www.youtube.com/watch?v=nqXsT_rUSeA

4 – Tire as dúvidas escrevendo In Box no Facebook acessando Aloisio Pombo. Conforme for sua base de trabalho eu poderei ceder meu endereço de e-mail e WhatsApp para consultas.

5 – Vá formando um grupo de estudos em sua empresa ou com amigos.

 

Bom estudo. Aloisio Pombo.

 

 

POMBO MOVA – Consultoria e Treinamento

 

 

Dúvidas.

Entendo que algumas dificuldades poderão ocorrer durante o aprendizado desse método, mas não tenham dúvidas acumuladas, fale comigo por Facebook que lhes fornecerei o e-mail que meus clientes possuem e assim esclarecerei os detalhes.

Aloisio Pombo.

 

 

 

O Método é simples, mas deu certo nas empresas onde fui gerente de vendas e diretor de vendas e marketing para a América Latina.

 

Apliquei também nos Treinamentos que realizei para o SEBRAE, SENAI, SENAC, CDL-Rio, Associações Comerciais em vários estados do Brasil.

 

Não é uma invenção minha, mas sim fiz o aproveitamento e adaptação de metodologias aplicadas por empresas nacionais e globais no treinamento de suas equipes e por isso deu certo onde foi utilizado. Aloisio Pombo.

 

 

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Conhecer as técnicas de venda

O estudo e treinamento nas técnicas de venda deve ser uma obrigação para todo o vendedor. Elas não devem ser utilizadas isoladas, mas sim como um sistema na qual uma leva a outra. É simples, a técnica dos 7 passos da venda, planejar; quebra gelo; pesquisa das necessidades; oferta; rebate das objeções; negociação e fechamento recebe diversas outras nos diversos momentos da venda. Ao ofertar o produto, o vendedor deverá utilizar a técnica de diferenciar o produto dos rivais, demonstrando como as vantagens e benefícios que possam atender as necessidades do cliente, isto é, solucionar o problema do cliente. No momento dessa oferta, o vendedor deve mostrar o produto em uso resolvendo os desejos do cliente.

 

O vendedor moderno não engana o cliente para empurrar o produto para ganhar comissão. Ele sabe que o consumidor dispõe de muitas informações para tomar decisão de comprar de você ou do rival.

 

Até a próxima dica.

Aloisio Pombo.

 

 

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MOVA - Uma empresa de Consultoria Empresarial em Marketing, Organização, Vendas e Administração Estratégica sediada no Rio de Janeiro –

Editor responsável - Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.   CRA-RJ 1481-1  
         Para que você possa voltar sempre a este site coloque essa página agora em meus favoritos.

 

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Aprenda a Vender.

Com esse título o Prof. Stephen Kanitz www.kanitz.com.br escreveu na revista Veja em 27/4/2005 um artigo que recomenda às empresas voltarem ao modelo antigo de vender e atender os seus clientes. Depois da Internet ele nos recomenda repensar a remontagem de equipes de vendas desmontadas nos últimos anos e que estão fazendo falta para todas as empresas.

 

A defesa pela aplicação das técnicas de venda é, dentre outras razões, porque o consumidor está confuso sem saber o que comprar e adiando o consumo. O marketing de comunicação -propaganda e publicidade- são ações que não informam ao cliente como o produto funciona e quais são suas vantagens e benefícios em relação aos produtos D e J. E o seu vendedor é treinado para fazer essa diferenciação e fazer o produto funcionar. Sim, o produto funcionar como foi projetado. O vendedor também é demonstrador e treinador de seu cliente dando mais vida ao seu produto.

 

Caro visitante. Tem muito mais. Leia o artigo do Kanitz. Pense bem no seu texto.
Até a próxima.
          Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.

 

 

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Treinar e formar equipes

Em março de 2011 as notícias nas mídias citavam a queda dos níveis de desemprego em diversos mercados e profissões. A economia brasileira está em expansão e as empresas reclamam que falta mão de obra especializada e treinada para ser contratada.

 

Para esse fenômeno os especialistas chamam de pleno emprego, quando os níveis de desemprego chegam a um percentual muito baixo e as poucas pessoas que procuram emprego conseguem se empregar, já que as empresas preferem contratar alguns candidatos com pouca experiência, mesmo que tenham que treinar na função.  Sobram vagas para os casos de especialistas e técnicos, cujo treinamento não seja possível.

 

Em vendas e atendimento ao cliente a falta de mão de obra especializada é uma realidade do momento. As empresas estão fazendo treinamentos e aproveitando a mão de obra disponível. Faça um curso de técnicas de venda. Aproveite a oportunidade.

 

Aloisio Pombo

 

 

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Definição e conceitos do que é venda.

Hoje vender é muito diferente do que ocorria no passado. O vendedor não precisa convencer o cliente para vender. Hoje o cliente já entra na loja dizendo o que quer, mas como ele nem sempre sabe escolher e definir o que quer, a presença do vendedor torna-se fundamental. 


As lojas de grande porte de hoje são de autoatendimento, isto é, as empresas colocam os produtos no mostruário e nas gôndolas para que o cliente escolha o que vai querer levar para casa. Isso é muito prático e as empresas entenderam que podiam dispensar todos os vendedores para não ter que pagar comissão.

 

Então ser vendedor hoje é fazer todas as atividades de vendas e ser atendente de demonstração no salão da loja. Saber atender bem ao cliente. Transmitir confiança ao explanar as vantagens e benefícios que o produto proporciona. Ser flexível ao expor a diferenciação dos produtos. Ser rápido no atendimento, no receber o valor da venda, fazer o embrulho da mercadoria, e levar o cliente até a porta na despedida, para que o cliente volte rápido e compre de novo. 


Vender é saber prestar um serviço ao cliente de informar o que ele perguntou, de explicar como o produto funciona, e de tentar provocar uma excelente experiência de compras ao cliente. Muitas vezes a experiência depende da empresa onde o vendedor trabalha, mas em muitos casos ele vendedor pode ajudar a empresa aprender o que realmente pode ser uma inesquecível experiência positiva de compras.

 

Aloisio Pombo.

 

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Qual é o mercado alvo da empresa. O FOCO.          
Nem sempre o gerente da equipe de venda não ensina ao vendedor identificar qual o mercado alvo da empresa, ou o foco. E os vendedores não sabem definir o seu mercado-alvo e nem sabem concentrar seu trabalho com um foco de mira laser ou de holofote de bateria antiaérea. Aquelas que vemos nas praças em dias de festa.

 

Recomendamos que os vendedores ouçam sua direção de vendas sobre qual foi a razão da sua contratação. Geralmente os vendedores são contratados para fazer uma função ou atender a uma clientela específica, mas acabam desviando o seu tempo e atuação para outros clientes e mercados tudo fica disperso. 


Se a empresa não tem um mercado-alvo definido nem um foco como objetivo claro você vendedor precisa ter uma direção e estratégia de como deve fazer o trabalho. Um primeiro movimento é averiguar quais são os principais setores comerciais, industriais, prestadores de serviços que compram da empresa. Desses quais são os principais clientes, isto é, quais que compram e pagam, quais os que compram em quantidades elevadas, quais os que não devolvem mercadoria ou que são bons vendedores de seus produtos.

 

Se para esses clientes já têm vendedores de sua empresa visitando, procure uma empresa com o mesmo perfil similar de aquisição de seus produtos na cidade onde você é vendedor. Caso você trabalha em uma região com cidades ao redor, classifique os 10 principais compradores potenciais do produto que tenham atividades similares as que sua empresa vende. Faça a visitação a todos os clientes potenciai. Assim, venda mais.

 

Voltarei ao tema. Aloisio Pombo.

 

 

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Economia no Brasil e no Mundo.      -      Análises econômicas de 2018

 

Logo que 2018 começou o Governo Temer sepultou a reforma da previdência deixando para o próximo governo a decisão de levar ou não a discussão esse tema. Com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro não seria possível aprovar qualquer projeto que alterasse a constituição.

Além do mais uma nova denúncia resultante do inquérito dos portos provocou a imobilização política de articulações que pudessem dar continuidade as tentativas de volta do crescimento do PIB e dos empregos.

Com os políticos se preparando para as eleições de 2018 todas as articulações de desfizeram.

 

 

Economia no Brasil e no Mundo.      -      Análises econômicas de 2017

 

O Governo Temer avançou nas reformas até as delações dos donos da JBS que resultou em duas denúncias contra Temer pelo Procurador Geral da República Janot.

As duas acusações foram derrubadas nas duas casas do Congresso, mas tomou muito tempo e agilidade política para dar continuidade à Reforma da Previdência que foi adiada para 2018.

 

 

Economia no Brasil e no Mundo.      -      Análises econômicas de 2016

 

Análises econômicas de 2016.

Economia do Brasil Governo Temer. Provisório primeiros 20 dias.

Estive ocupado nesses últimos meses nas minhas análises e previsões de cenários para a economia e as decisões políticas no Brasil. Por mais que eu tivesse certeza de algo, poderia ser a decepção de outros que me acompanham e eu preferi deixar parado o que eu havia escrito no ano de 2015 para não fazer previsões muito além daquelas que até eu não confiava como possíveis.

 

Mas hoje eu posso escrever minhas previsões em bases que, eu acredito, poder ajudar ao leitor tomar suas decisões com mais segurança. Inicialmente farei uma reconstrução histórica dos eventos que ocorreram no último mês de abril e início de maio de 2016 no Brasil.

 

Nesse período ocorreram os julgamentos da Dilma na Câmara e no Senado, tal como determinou o STF Supremo Tribunal Federal. O processo ocorreu com ampla oportunidade de defesa e respeitando todos os prazos e ritos constitucionais, quando a Dilma e seus defensores tentaram de todos os meios fazer a defesa além de estrebucharem, mas não conseguiram superar as acusações e foi condenada a se afastar e enfrentar outro julgamento pelo Senado com seções presididas pelo Presidente do STF, que ainda está em curso. A previsão da grande maioria dos brasileiros é que vai ser condenada e perderá o mandato.

 

A acusação de que Dilma cometeu Crime de Responsabilidade foi incontestável e ela não conseguiu se defender. A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara e o governante Federal, Estadual, ou Municipal que gastar mais do que o Orçamento aprovado pelo Congresso e se esse governo recorrer a empréstimos em bancos sob sua direção comete esse tipo de crime. Essa lei foi feita no governo FHC quando foi construída a moeda Real. Vários bancos como BNERJ, ESTADO DE SÃO PAULO, etc. foram privatizados.

 

O Presidente da Camara, Eduardo Cunha, conhecedor do regimento e das regras da casa, escolheu o pedido de impeachment que bem definisse esse CRIME, pois só o crime de responsabilidade poderia se julgado e condenado a presidente apenas na Camara. Todos outros crimes que Dilma cometeu, e que não foram poucos, só poderiam ser julgados pelo STF e lá ela seria absolvida, já que foi ela e o Lula quem nomearam a maioria dos atuais componentes da casa. Cunha está muito envolvido com o petrolão, foi afastado da Camara pelo STF, e que pague sua pena, mas fez um bom trabalho.

 

Pois Dilma, nesse momento, é carta fora do baralho e as previsões em todo o Brasil, inclusive do seu partido o PT, não voltará nunca mais.

 

Governo Temer.

Hoje, o Governo Temer está operando com o apoio da maioria dos partidos, já que a oposição está restrita ao PT, PSOL e PC do B. A mágica é simples, sem mensalão e petrolão os deputados se agarraram no apoio ao atual governo, pois foi a solução que eles dispunham para sobreviver, depois do fisiologismo partidário que acontecia antes.

 

Então, o atual governo está sendo chamado de Governo de Salvação Nacional, quando todos estão apostando em acordos e lisura para tirar o Brasil do buraco que Dilma nos meteu. Ontem foi divulgado o ROMBO de R$170,5 Bilhões de Reais ou perto de US$55Bi. É muito dinheiro. Desse total cerca de 80Bi foram com os crimes de responsabilidade. Eu escrevi sobre esses gastos no período das eleições de 2014, que Dilma incorreu ao fazer gastos com obras sem ter dinheiro orçado para pagar. A engrenagem funcionou assim: Dilma pagava as obras com dinheiro do orçamento, mas deixava de reembolsar a Caixa e o Banco do Brasil nas despesas mensais dos programas sociais, financiamentos de minha casa minha vida, etc. E também transferiu recursos do BNDES para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

 

Em uma semana de Governo Temer temos uma sensação do mar de tranquilidade, embora muita coisa ainda esteja sendo feita.Tenho esperança que o PIB em 2016 chegue negativo entre 1 e 2% ao invés dos 4,5 negativos que estava nos cenários do mercado e em 2017 já tenha um crescimento de 1,5%.

 

Embora alguns ministros estejam com nomes ligados às denúncias do Ministério Publico e Procurador da República fruto da Operação Lava Jato e outras investigações em fase de julgamento. O Presidente Temer também está sob julgamento no STE Superior Tribunal Eleitoral, devido a acusação de que a chapa vencedora DILMA / TEMER tenha cometido crime por sua campanha ter sido financiada pelo Petrolão. Mas a defesa de Temer se apoia que a campanha do Vice foi financiada pelo PMDB, que não está sendo contestada a comprovação, enquanto a da Dilma é que está muito envolvida pelas denúncias contra o PT em vários processos, que existem indícios que o dinheiro doado ao PT fruto de pressões ás empresas envolvidas na corrupção. Muitas decisões e julgamentos ainda deverão ocorrer nos tribunais e o tempo vai dizer quem tem razão.

 

Mas os partidários do PT e oposição, inclusive a REDE da Marina Silva, estão querendo a cassação da chapa Dilma / Temer e que venham as novas eleições. Aí o Brasil entraria num buraco muito maior do que temos hoje. Apesar de ser uma decisão pouco provável, ela está na mão do STE e é de lá que virá o julgamento. Só o tempo nos dará uma resposta definitiva para esse impasse.

 

Ajuste Fiscal em Execução.

Temer desde seu discurso de posse demonstrou ser um estrategista e saber governar impressionado com uma fala em bom português, com muita tranquilidade e segurança ao se expressar agradou o país. Decidiu pela redução de ministérios para 23 com nomeação de pessoal técnico de reputação relevante para alguns e o enxugamento da máquina do governo reduzindo os cargos em comissão, que é outra decisão que está sendo executada. Mas cedeu e recriou o Ministério da Cultura depois de vários movimentos ligados às artes terem feito várias manifestações no Brasil e no exterior, inclusive no Festival de Canes.

 

Antes do dia da posse, Temer vinha conversando com diversos economistas e decidiu pela nomeação de Henrique Meireles para o Ministério da Fazenda, ex BC do Governo Lula. Por isso Meireles teve tempo para organizar seu plano de ação. Essa indicação muda tudo na economia, saindo o pessoal da UNICAMP e entra a PUC – Rio, criadores do Plano Real. No BC indicou Ilan Golstam PUC Rio e MIT; BNDES Maria Silvia Bastos Marques ex CSN; Petrobrás Pedro Parente; e nesse caminho cercou-se de técnicos e pessoas com experiência passada de sucesso, habilidades comprovadas e conhecimento técnico. Com objetivo de restaurar a confiança dos investidores e do mercado no governo.

 

Em 10 dias Meireles já tinha na mão relatórios de sua equipe econômica que identificaram um grande rombo que elevaria o déficit público em 2016 para R$170,5 Bi. No dia seguinte levou ao Congresso o pedido de aprovação da nova meta fiscal e lançou o seu pacote de recuperação econômica. Em dois dias a medida estava aprovada.

 

O Pacote para Recuperação Econômica.

Ao completar 12 dias, o Governo Temer lançou seu Pacote Econômico. Os técnicos que o elaboraram são brasileiros e nenhum “conselheiro” externo foi chamado a opinar. As pessoas são as mesmas que Dilma possuía para tomar essas medidas, mas não soube compor o chamado Governo de Salvação Nacional com apoio massivo dos Congressistas que há um mês apoiavam o governo anterior falido.

Vamos aos números:

Aumento dos impostos = zero; empréstimos externos FMI, Bco Mundial, ... = zero; Reformas exigidas pelos credores = zero; Reservas Internacionais do Brasil em moeda forte US$370 Bi.

 

Ajuste Fiscal  - Aperto social = zero. Nenhuma medida econômica que assolou a Grécia, Portugal, Itália, França, Espanha, ..., estão sendo tomadas no Brasil no Pacote do Governo Temer.

 

Controle da Inflação e a redução da taxa SELIC hoje em 14,25% a.a. – BNDES devolve ao Tesouro Nacional 100 Bi que estão sem utilização, com isso tem recursos para rolar a dívida interna com mais facilidade a juros menores. Hoje o BNDES empresta a juros subsidiados de 5,5% a.a. enquanto o Tesouro emite títulos a juros de 12% a.a. Fala-se que só no Governo Dilma o Tesouro transferiu ao BNDES 500 Bi. E é grande a gritaria contra o que o BNDES financiou as empreiteiras brasileiras nas obras em CUBA, ANGOLA, ARGENTINA, VENEZUELA, BOLÍVIA, ... .

 

Déficit Fiscal – O Governo Temer identificou um ROMBO de 170,5 Bi e pediu ao Congresso Nacional e obteve aprovação em tempo recorde de 2 dias. Oposição política = zero. Propôs que nos próximos 3 anos os orçamentos tenham um déficit zero, contra uma média dos anos anteriores sempre na ordem de 7%. Propôs uma redução da dívida pública de 2% nos próximos 3 anos. Com essas e outras medidas promete que a inflação chegue à meta de 4,5% a.a. já em 2017.

 

PIB – Promete uma expansão com um PIB positivo nos próximos anos e que o Brasil terá um crescimento sustentável. As medidas para isso deverão vir de PPP – Parcerias Público Privada; Privatizações (Correios, Caixa, Infraestrutura...); mudar as condições da participação da Petrobrás no Pré-Sal; O Ministro das Relações Exteriores José Serra deverá fazer viagens aos países da Europa, EUA e Ásia para buscar investimentos diretos. Zero aos bolivarianos.

 

Mercado – Conquistar a confiança do mercado com a interferência do Secretário Moreira Franco que será o articulador   do Governo junto às empresas. Hoje, mais de 7 dias após o lançamento do Pacote Econômico, não se ouve ou se lê alguma crítica sobre sua consistência ou contradições. Nas mídias sociais, tal como nos jornais, está ocorrendo uma espécie de alívio e aprovação. Lógico que a queda dos dois ministros envolvidos em denúncias de corrupção pela Lava Jato causaram um certo barulho, mas só isso.

 

Dólar x Real – Ainda não ocorreu a queda esperada e está estável em R$4,50 x 1US$. As decisões do governos dos EUA sobre a subida dos juros lá estão segurando a cotação.

 

Preço do Barril do Petróleo – O preço baixo é um fator que prejudica a Petrobrás.

 

Desemprego no Brasil  - Hoje é 11,2% e no mês passado estava em 10,5%

 

Investidor Externo – Sobra dinheiro no mercado internacional. Mas todas as Agências de Risco, há uns 6 meses, rebaixaram a nota do Brasil para o padrão de investimentos de alto risco.

 

Palavras do Presidente Temer e de seu Ministro da Fazenda Meireles.

As medidas do Pacote Econômico visam dar ao investidor e pessoas uma previsibilidade de longo prazo. Reduzir a incerteza reinante nesse momento em todos setores da economia e esperar que os empresários retomem o investimento. Que essas medidas tomadas evitem o aumento de impostos e tarifas. Que o governo abrirá o diálogo com todos os setores da sociedade e com o Congresso Nacional. Que a promessa de déficit zero, as despesas deverão ser iguais ao que o governo arrecada e com isso sinaliza para o mercado a queda da inflação. Que nos últimos anos a arrecadação cresceu 12%, enquanto que as despesas cresceram 48%.

Que o Governo Temer já reduziu o número de ministérios e serão cortados cargos em comissão e redução de despesas com a máquina pública.

Que algumas obras em andamento serão terminadas, principalmente o término da Transposição do Rio São Francisco, prédios de Minha Casa Minha Vida, etc.

Dentro do déficit de 170,5 Bi estão inclusos uma moratória de um ano para os Estados adiar o pagamento das parcelas da sua dívida que esse ano deixarão de pagar ao Tesouro Nacional 30Bi.

 

 Aloisio Pombo 01-06-2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Economia do Brasil e no mundo em agosto 2015. Esse texto não seguirá a forma de um artigo.

Economia do Brasil em agosto de 2015 está sendo ajustada em passos lentos.

Política. O ajuste fiscal do Ministro da Fazenda Levy está no aguardo das conclusões das votações no Congresso Nacional, e em vários ajustes propostos foram acrescentados gastos não desejados pelo governo.

A “base aliada do governo” de desfez, tal como fazem os “clientes fidelizados de uma empresa” que vende produtos com preços abaixo dos demais rivais, quando param de dar descontos perdem a clientela. No caso dos congressistas ditos “aliados” só agiam assim enquanto existiam recursos vindos do mensalão e petrolão. Quando a “fonte” secou, ocorreu a debandada e se intitulam “independentes”. Mas os 3 Poderes sempre foram independentes no Brasil.

 

Crescimento do PIB. Em 2015 o mercado prevê um recuo -1,7% e crescimento zero em 2016. A taxa SELIC do BC entra agosto com 14,15%, contrariando o que Dilma dizia em sua campanha eleitoral. Mas essa taxa tem que ser alta para compensar o descrédito do Governo Dilma no momento e poder rolar a dívida interna sem apertos. Também para inibir o investimento baseados em empréstimos bancários pelas empresas e as compras a prazo da população. Com isso as empresas precisam fazer liquidações para dar saída aos estoques e fazer seu giro. Com isso a inflação se retrai.

 

Economia. Inflação. A inflação anual de 2015 em torno de 9,5% é um índice normal. Explico: Em 2014, durante o período das eleições, já era calculado um número em torno de 7,8% de inflação, caso o Governo Dilma não mantivesse os preços administrados sem reajustes, isto é: gasolina, energia elétrica, tarifas de transporte, etc. A inflação de 2016 está prevista para chegar em dezembro na casa dos 5,5%. Então para os dois anos teremos uma média de 7,5%. O que é normal para o Brasil vivendo essa grande confusão, mentiras de campanha reveladas, pedaladas fiscais, punições da Lava Jato, PT sob suspeita pelo STE de receber doações para a reeleição de Dilma, Levy sem seus ajustes aprovados, etc.

 

Mas é positivo o momento da economia brasileira. Temos hoje um Brasil real, ao invés do “faz de conta” do período pré-eleitoral. O Brasil não é a Grécia. Temos reservas imensas. Embora estejamos próximos de um rebaixamento da nossa nota de bom pagador pelas agências de risco. Em julho chegamos ao limite mínimo dessa nota. O que poderá ocorrer é os empréstimos futuros serem renovados por uma taxa de juros maior. Assim o Governo Dilma aprende que não pode brincar com a economia.

 

Privatizações. O Governo Dilma lançou um anúncio que irá fazer leilão para várias obras de infraestrutura e que vai atrair o capital internacional e nacional nessas concessões. Até vender ações da Braspetro foi anunciado, o que é muito bom. O Governo não é para ser empresário, mas sim servir como instrumento de fomento dando partida para um grande investimento que a iniciativa privada nacional não queira e não podia arriscar como foi o caso da VALE, CSN, da própria PETROBRÁS, etc. Se o leitor gosta da PETROBRÁS, venda seu “carrão, sítio e avião” vá a bolsa de valores e compre hoje suas ações em torno de R$10,00 e ganhe muito dinheiro daqui a 2 ou 3 anos. É assim que muitas pessoas estão fazendo no país comunista, a China. A poupança interna é muito importante para o fortalecimento de um mercado de ações que não cobra juros de quem compra ações. Algumas empresas de nossa bolsa de valores pagam dividendos tão altos que caem na sua conta corrente todos os anos. Leia sobre o assunto. A VALE foi privatizada num momento o valor pago pelos compradores representava seu valor de mercado. Hoje é uma das potências de nossas exportações.

 

Capacidade de gestão do funcionário público brasileiro. É inegável. Eu já fui funcionário público estadual e sei que temos pessoas excelentes para dirigir empresas e não privatizar as que ainda estão estatizadas. Hoje a PETROBRÁS e Banco do Brasil estão sendo saneados e recuperados. Foi indicado um gestor e o governo se afastou, deixando que o presidente e o Conselho de Administração conduzam os negócios da empresa. Mas nem sempre será assim. Essa forma de governança está ocorrendo por que o Governo Dilma está frágil. O Governo Lula assumiu em 2003, depois de criticar as privatizações de FHC, posso afirmar: “-se o Governo Lula tivesse nomeado um Conselho Deliberativo profissional e que escolhesse um presidente para a PETROBRÁS, BB, CORREIOS, etc.”

Garanto que hoje as estatais não estariam sendo criticadas por corrupção. É simples: Grande parte dos funcionários são competentes, o gestor iria fazer uma gestão com prestação de contas por um Conselho Fiscal externo e com contas abertas a cada balanço semestral. As ações vão a loucura e todo investidor quer ter algumas delas. Numa chamada de capital é possível que as ações sejam vendidas em horas.

Mas entregar uma Estatal a partidos políticos é insano.

 

A CRISE do Governo Dilma de Julho de 2015. CENÁRIOS: Pessimista. Otimista. Provável.

É grave, mas aposto que a presidente Dilma resistirá. Vamos aos Cenários.

Cenário Pessimista. Para esse caso existem duas possibilidades. A presidente Dilma não resiste as pressões da oposição e do PT e renuncia. A segunda possibilidade poderá ser a Presidente Dilma demitir o Ministro Levy, colocar toda a culpa pelos destinos atuais da economia. Se dizer enganada, se abraça com o PT e o que sobrar da “base aliada” fazer a distribuição dos cargos para agradar aos que a apoiam e iniciar um 3º Governo Dilma. A Inflação dispara para 2 dígitos o Dólar vai acima de R$4,00 e os empregos voltam com os gastos nas obras e PAC. Termina o mandato.

Cenário Otimista. O Ministro Levy consegue um ajuste fiscal no Congresso. As Privatizações e Concessões dão certo e atraem capital nacional e internacional. A inflação fecha 2015 em 9% e 2016 em 5,5%. O PIB fecha negativo, mas começa a recuperar no 4º trimestre de 2015 e abre 2016 com expansão. O nível de confiança do empresariado tem forte recuperação e os investimentos retornam.

Cenário Provável. Tudo vai se arrastar como está. O Ministro Levy conduz a economia com dificuldades. Queda de 2% do PIB em 2015 que só se recupera em 2017. Inflação 9,75% em 2015 e 6,5% em 2016. Desemprego em alta.

 

 

 

Economia do Brasil e no mundo.

MOVA

 

Livro Cobrança Simples por Aloisio Pombo agora em PDF.

Trata-se de uma obra destinada aos gerentes de Finanças e as pessoas que queiram aprender sobre a concessão de crédito, a cobrança e os controles da inadimplência nas empresas.

O livro também é profissionalizante e por isso é indicado para pessoas que buscam um profissão em finanças.

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A economia brasileira no primeiro trimestre de 2015 e no mundo. Por Aloisio Pombo de Miranda Santos, MSc. maio 2015.

 

O início do segundo Governo Dilma demonstrou ser, nesses primeiros três meses, o que era esperado por todos os candidatos perdedores das eleições. O mercado também sabia que seria necessário um forte ajuste fiscal e a adoção de outras políticas econômicas que eram necessárias ocorrerem. Esse atual cenário era previsto não só por políticos, mas principalmente por economistas, financeiras, comunidade dos agentes econômicos internacionais e empresários.

 

As diversas políticas econômicas tentadas em 2013 para reaquecer a economia e promover seu desenvolvimento eram até recomendadas e acertadas, mas o Governo Dilma não conseguiu convencer o mercado e empresários, que até hoje está retraído. O motivo foram as maquiagens de contas públicas, maquiagem para manter a inflação controlada, escândalos de corrupção na Petrobrás, as prisões de empreiteiros, o possível racionamento de energia e o custo da eletricidade, crise da água, suspensão dos investimentos em refinarias e obras, etc. Funcionava tal como as brigas de vizinhos em que todos ficam sabendo, mas poucos conversam sobre as consequências e só comentam pelas costas. Em período de eleições pairou uma grande dificuldade das pessoas comentar as ações de política econômica de um governo para evitar discussão ou desagradar um amigo “cego”.

 

O ministro Levy terá dificuldades para aprovar todas suas políticas até agora propostas, pois até a base do governo e o partido PT acreditou na promessa da candidata Dilma de que não faria um ajuste fiscal forte. Grande parte do empresariado está atento com o investimento suspenso e aguardando o tamanho do “tranco” que será o reajuste fiscal. Mas retornará a investir ao perceber que o aquecimento da demanda venha atingir seu setor de atividades.

 

O retorno das manifestações de rua nesse início de 2015, além dos baixos índices nas pesquisas de aprovação do Governo Dilma, está sendo interpretado como um recado para os governantes se colocarem em alerta.

 

Considero um cenário pessimista, para o crescimento da economia, para os próximos doze meses, o que é muito bom. Justifico por esses ajustes serem necessários para que o Brasil organize suas contas públicas, empresas públicas, distribuição de cargos em ministérios para que o país volte a crescer. Essas políticas já deveriam ter sido feitas em 2012 e 2013, e que não ocorreram na época certa. Foi uma pena. Errou!

 

A inflação está muito alta sim, mas ela já deveria ter sido muito alta em 2014, pois é resultante da maquiagem pré-eleitoral que represou os aumentos da época nas tarifas de energia elétrica, preço dos combustíveis, e outros preços administrados pelo governo. Minha previsão é que a inflação retorne ao centro da meta de 4,5% em 2017. Errou!

 

O dólar disparou como ocorrem em todos os momentos de crise e instabilidade, embora o governo tenha intervido várias vezes através do BC para que a desvalorização maior pressionasse a inflação. E com isso prejudicou a balança de pagamentos. Errou!

 

Balança de pagamentos e exportações. A moeda Real ficou sobrevalorizada e prejudicou os exportadores e facilitou as importações. A alta do dólar ocorreu em todo o mundo e teve como causa as decisões do governo dos EUA acenar com o possível aumento das taxas de juros pelo BC de lá, o que não ocorreu, pois o Governo Obama constatou que a economia americana ainda não estava crescendo e decidiu adiar elevar os juros. O Governo Dilma errou mais uma vez.

 

O excesso de confiança do Governo Dilma em reverter situações difíceis foi a causa do que estamos vivendo hoje. Parece que seus conselheiros acreditaram que ganhando as eleições os seus eleitores aceitariam o reajuste da economia e tudo seria controlado após o início de um novo mandato. Mas a base política de sustentação do Governo Dilma desabou quando seus aliados do PMDB e os políticos do PT que se sentiram “traídos” por corte de gastos e investimentos em refinarias prometidas, cargos não entregues e obras não realizadas. Essa rebelião dos políticos ameaçam a governança e liderança do governo.

 

Os partidos opositores, que perderam as eleições, voltaram ativos e ganharam munição pelas trapalhadas resultantes dos erros acima assinalados e que hoje estão evidentes. Uma mentira só se sustenta com outras mentiras. Mas agora o Governo Dilma está fazendo ajustes que os políticos perdedores das eleições diziam que iriam fazer e verdade começa a aparecer. As delações premiadas comprovam as suspeitas levantadas contra a corrupção que acusavam nos seus discursos e que eram negados.

 

A imprensa e alguns articulistas políticos dizem que em abril de 2015 o Governo Dilma iniciou seu 3º Mandato. Hoje, as consequências são imprevisíveis e é fácil perder o controle. Mas o Governo tem a caneta na mão. Iniciou uma primeira reforma ministerial, já que não sabia com quem podia contar quando montou seu primeiro ministério, já que ainda não tinha sido divulgada a lista de políticos envolvidos em corrupção com o escândalo da Petrobrás. O 3º Mandato não permitirá erros e é assim que se percebe no seu primeiro mês.

 

O cenário para 2015 é que será um ano duro para o Governo, algumas empresas e pessoas. A inflação alta reduzirá a renda, as empresas que sofreram com a crise irão aumentar as demissões contribuindo para a elevação das taxas de desemprego. O ajuste fiscal fará com que o governo reduza o gasto público além de cortar verbas do orçamento já aprovado. A previsão do PIB para o ano de 2015 está estimada em uma redução de 1%.

 

Mas depois de tantas más notícias nesse artigo afirmo que o Brasil não vai acabar, mas sim se tornará mais forte devido às ações realistas e positivas resultantes de um ajuste fiscal sério e necessário. O empresário, que não é visionário, sabe que vai vender menos e por isso está ajustando sua estrutura organizacional do tamanho da demanda esperada, ainda mais que sua opinião havia sido pesquisada durante todo o ano de 2014 e sua decisão era de cautela e de pessimismo.

 

O cenário é pessimista e afirmo que é muito bom que seja assim. Chega de “síndrome de Poliana” ou dos “anos dourados de Hollywood” vividos e descritos nos cenários pré-eleição, com os marqueteiros da Dilma criando um Brasil em crescimento e a candidata dando uma de “mamãe sabe tudo” ao “ensinar” na TV como os candidatos de oposição deviam ver o seu governo. A falácia foi tão bem contada que até os militantes do PT acreditaram nela, apesar da intenção ter sido angariar votos dos mais pobres, também enganados. Caso o ajuste do ministro Levy dê certo, teremos os três primeiros trimestres com um PIB negativo e o quarto com um crescimento, o que poderá contaminar positivamente 2016 e que poderá chegar a um PIB de 2% positivo.

 

Quem desejar ler as justificativas mais completas sobre minhas conclusões desse artigo, tenho o artigo: “Justificativas do início do 2º Governo Dilma”.

Aloisio Pombo de Miranda Santos é mestre em economia empresarial e aguarda seus comentários no Facebook.

 

Economia no Brasil e no Mundo.      -      Análises econômicas de 2014

 

A crise de 2008 seis anos depois. Por Aloisio Pombo. 15-09-2014.

 

A crise econômica de 2008, que pode ser comparada à de 1929, completa hoje 6 anos e teve como causa principal o chamado estouro da bolha imobiliária nos EUA. Na época, os bancos e financeiras de lá financiaram imóveis para as pessoas e as seguradoras garantiam esses investimentos das pessoas. Durante vários anos as pessoas seguiram financiando a compra de imóveis. A cada ano os preços iam ficando maiores, mais do que eles valiam no mercado, ou seja os preços eram irreais, mas os bancos, financeiras e seguradoras não se importavam com isso. Continuavam financiando essas unidades habitacionais de lá.

 

Quando algumas pessoas não puderam continuar a pagar os financiamentos, por desemprego ou outros motivos, tentaram vender seus imóveis para encontrar outras soluções de moradia sem os encargos do custo das prestações mensais. Mas não conseguiram, e a solução foi devolver os imóveis aos bancos e financeiras para zerar o débito, perdendo assim parte ou tudo que pagaram. No início os bancos foram aceitando essas devoluções, mas chegou a um ponto em que em 15 de setembro de 2008 o Banco Lehman Brothers fechou e a seguir sua falência foi decretada. Outros bancos e financeiras apresentaram pedidos de ajuda e foram atendidos pelo Governo dos EUA.

 

O mais grave de tudo é que nenhuma agência de risco, aquelas mesmas que  todos nós conhecemos hoje rebaixando a dívida soberana do Brasil, de empresas e de vários outros países, nenhuma delas detectou o problema antes a não rebaixou o Lehman, a financeira IAG que também quebrou, e tantas outras instituições dos EUA que causaram sérios prejuízos em todo o mundo. Foi um absurdo que deixo minha revolta registrada aqui nesse artigo.

 

A segunda causa da crise de 2008 foram os denominados economistas de Chicago que, por sua teimosia, não tomaram providências antes de tudo acontecer. Deixo também registrado que esses economistas eram os que prestavam consultoria ao governo dos EUA, FED – Banco Central dos EUA, e que são economistas que pregam a liberalidade do mercado, ou seja, afirmam que o próprio mercado é que tem que reagir aos fatos econômicos que surgem  e que o Governo dos EUA não deveria intervir na economia. Nenhum deles alertou para o perigo do estouro da bolha, e sim os economistas Keynesianos, que viram o problema e fizeram vários alertas, mas foram calados pelos donos do poder das mídias e do Governo Bush na época. Um absurdo.

 

EUA, Europa, e governos de várias economias em todo o mundo fizeram aportes e financiamentos de mais de US$15 Trilhões para salvar bancos e empresas e que ainda circulam pelas economias de todo o mundo, e a crise ainda não está debelada. Mas a União Europeia e o EURO estão salvos.

 

A grande vantagem foi que na crise de 2008 o mundo financeiro inteiro ficou sabendo horas depois que o Lehman Brothers estava falido e puderam tomar decisões imediatas e ainda salvar parte do dinheiro aplicado em mercados menos protegidos e nos investimentos de maior risco. Já na crise de 29 as pessoas só ficaram sabendo o que tinha ocorrido e suas consequências semanas e meses depois do fato consumado. Mas aí, já estavam pobres.

 

Tem muito mais. Já escrevi muito sobre esse tema nos artigos anteriores.  O leitor que desejar saber mais sobre a crise de 2008 poderá recorrer a essa leitura acessando conforme seu interesse.

Prof. Adm. Aloisio Pombo de Miranda Santos, MSc.

www.aloisiopombo.com.br       

É consultor em gestão estratégica empresarial, tem escritório no Jardim Botânico  Rio de Janeiro - RJ e atua em todo o Brasil mediante contratação de seus clientes.

 

20 Anos do Plano Real. A moeda e a Inflação. Por Aloisio Pombo. 01/07/14

 

Reflexos do Choque Monetário de julho 2014. Por Aloisio Pombo. 14/08/14.

Passados 20 dias depois que o BC liberou os Bancos de recolher uma parte do Empréstimo Compulsório no total de 45 Bilhões de Reais, venho apresentar o que eu percebi dos reflexos e reações nos setores estudados no artigo anterior. Lembro para os que não leram o artigo que o BC aplicou o “CHOQUE” monetário com o objetivo de atingir uma das variáveis da curva da moeda chamada pelos economistas de LM e com isso provocar o crescimento do PIB em percentuais mais altos revertendo os baixos índices que o mercado estava prevendo.

 

Minha conclusão dos reflexos:
Até ontem, o “choque” não havia provocado efeito algum na opinião pública e com a morte do candidato à presidência Eduardo Campos todas as atenções se voltaram para a escolha de seu substituto na corrida presidencial, e a indefinição da economia se agravou.

 

Quanto às repercussões do “choque”, antes da tragédia do acidente, imperou o ceticismo, o cenário pessimista prevaleceu e ou o tema foi ignorado por grande parte da imprensa e instituições, conforme segue:

 

O que mais se ouve ou se lê é que falta confiança para o investidor arriscar. Não bastou mais um esforço do Governo Dilma para fazer a economia retornar ao crescimento. Não existe previsibilidade do que vai ocorrer e a confiança do investidor continuou baixa. Na insegurança, o mercado ficou esperando por previsões mais seguras. No artigo anterior, o sujeito era o empresário, que também é eleitor, pensa e decide esperar até que o quadro político e futuro decisório se realizem. Já os economistas fizeram o cálculo positivo para o “choque” econômico, tal como relatei no artigo anterior, isto é, os efeitos deveriam ser de expansão.

 

O mercado financeiro não reagiu positivamente, mas sim ao contrário, na semana passada rebaixou o crescimento do PIB que seus agentes previam para 0,9% para 0,88% em 2014. Quanto aos Bancos eles preferiram aumentar as restrições aos empréstimos devido à alta inadimplência. Então o governo liberou 45 Bilhões do empréstimo compulsório que remunerava os bancos pela taxa SELIC e eles estão emprestando esse dinheiro a juros do mercado. Estranho, principalmente porque não só os três principais bancos privados adotaram essa fórmula como também os bancos públicos. As empresas também não mostraram reação positiva ao choque e as indústrias automobilísticas continuam colocando seus empregados em férias coletivas e ou em casa com salários reduzidos. As pessoas em geral empregadas ou não demonstraram no dia dos pais sua precaução, com a escolha do “presentinho”. Foi uma data fraca para o comércio. O Governo não usou o “choque” como seria de se esperar, e creio que seus agentes preferiram a omissão para não queimar etapas se algo desse errado. Os técnicos do Governo Dilma sabem que os 45 Bilhões serão um bom estímulo para a economia, mas sabem também que os efeitos não ocorrem de uma hora para outra. 20 dias ainda é pouco, mas alguma reação já deveria ter acontecido.

 

Quanto a imprensa que escreve sobre a economia, publicou entrevistas e se ateve a mostrar as contradições de primeiro o BC aumentar as taxas de juros SELIC para inibir o crescimento da inflação e agora injeta um incentivo monetário para incentivar o consumo e aquecer a economia e provocar mais inflação. Os políticos que apoiam o governo e os da oposição não se pronunciaram preferindo a omissão e o silêncio.

 

A morte trágica do candidato Eduardo Campos, provocou mais indefinição e tudo parece que parou. Considero que o cenário atual vai piorar ainda mais na economia brasileira. Os indicadores já não eram bons, apesar de algumas taxas positivas ainda são lidas, mas no conjunto o cenário não é bom, delineando uma conjuntura de forte desaceleração. A indústria encolheu, as vendas no comércio estão menores.

 

O Brasil vem crescendo pouco há mais de três anos e diminuirá ainda mais em 2014 devido à incerteza dos empresários e investidores no que vai acontecer no futuro. No aguardo de quem irá seguir como candidato a presidência em substituição a Campos, restam os candidatos Aécio e Dilma que precisam explicar o que farão ao tomar posse. Deveriam deixar muito claro quais serão seus planos, mas isso dificilmente será feito, principalmente por o Governo Dilma não ter feito algo sólido para recuperar a economia e, principalmente, se fizer agora na campanha será uma declaração de que errou na condução da política econômica.

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O Choque Monetário de julho 2014. Por Aloisio Pombo. 26/07/14.

O BC ontem liberou os Bancos de recolher uma parte do Empréstimo Compulsório no total de 45 Bilhões de Reais. Essa política vai contra as ações anteriores do BC de aumentar a taxa de juros SELIC nos últimos meses até chegar aos 11% a.a. com a finalidade de deter os aumentos da inflação. O que aconteceu foi o BC aplicar um “CHOQUE” monetário com o objetivo de atingir uma das variáveis da curva da moeda chamada pelos economistas de LM.

As pessoas, fora do mercado e longe dos estudos de economia, provavelmente não deverão entender as consequências desse fenômeno e por isso eu explico nesse artigo para esse público com mais detalhes. Tenho que ser técnico nos detalhes para melhor relatar as relações de causa & efeito.

Análise do choque monetário.   
O choque causou uma modificação no mercado, já que o BC saiu da posição de contração da moeda para a expansão da moeda, ou seja, de uma política de combate à inflação para uma política de crescimento econômico, que pode causar o aumento da inflação. Quando um fenômeno desse tipo ocorre, o economista faz o estudo mental ou constrói um gráfico no papel que mostra o mercado em equilíbrio em A°, quando as três curvas: LS do Crescimento, LM da Moeda e a BP do Câmbio se encontram.

Vamos a definição do que é um choque econômico. Um choque se dá quando ocorre um evento que provoca o desequilíbrio do ponto A°. E, a partir daí, o mercado irá encontrar outro equilíbrio em um novo ponto chamado A¹. O choque de liberação de 45 Bi irá causar uma expansão no mercado, causado por receber mais moeda disponível à disposição do público, devido a uma modificação sobre uma das variáveis independentes da curva LM, e isso irá provocar o seu deslocamento da para a direita de A°. Então, todas as demais curvas irão procurar o novo equilíbrio também até o mercado se equilibrar em outro ponto em A¹.

Cabe uma explicação teórica sobre o Depósito Compulsório. É um instrumento de política monetária que o governo utiliza para regular a quantidade de moeda circulante no mercado. Os Bancos são obrigados a recolher ao BC um percentual sobre os depósitos que seus clientes mantêm em disponibilidade e por esse instrumento é feito a regulação do total de moeda em poder do público e assim o BC pode manter o controle sobre os meios de pagamento.

Então, a partir de ontem, os Bancos estão com 45 Bi a mais a sua disposição para emprestar aos seus clientes compostos por empresas e a população em geral, isto é, o dinheiro está à disposição do mercado.

A Expansão da Economia.
Com o choque, LM° se deslocou para a direita até uma nova acomodação que passa a ser chamado de LM¹ e o ponto de equilíbrio A° se deslocou para a direita e as demais curvas vão encontrar o equilíbrio em um ponto chamado de A¹. Após toda essa situação, a curva da renda IS também se desloca para a direita provocando uma expansão da economia. Supõe-se que com isso, as pessoas deverão consumir mais quantidades de bens e serviços passando de q° para uma quantidade maior em q¹. Os juros r deverão baixar de r° para r¹ devido aos Bancos, possuidores de mais dinheiro em caixa para emprestar, deverão ofertar esse recurso a taxas menores para enfrentar a rivalidade com os outros Bancos que deverão adotar a mesma política de vendas de dinheiro para tentar ganhar ou reter mais clientes tomadores de empréstimos.

A mudança da política econômica pelo BC, ao adotar uma política monetária expansionista, ocorreu para tentar reverter o quadro econômico vigente que era de estagflação (este estado é classificado pelos economistas quando o crescimento do PIB permanece em queda por dois trimestres seguidos, num período de inflação alta) e tentar fechar o crescimento do PIB em 2014 em 1,8%, enquanto o mercado já estava estimando que fosse de 0,9%.

Durante vários meses o BC veio elevando a taxa de juros SELIC que hoje em julho está em 11% a.a. e que tinha como objetivo o combate à inflação. E assim os economistas de Bancos, Financeiras e empresas sentiram que essa política, de elevar os juros ao consumidor, tinha como finalidade inibir os tomadores de empréstimos a se endividar. E, ao comprar menos mercadorias, a tendência seria as empresas reduzir seus preços para incentivar o consumidor voltar às compras e assim a empresa tentar vender mais e competir com suas rivais.  Mas essa política não agradou o BC por que o PIB estava em queda.

Explicação do número 45 Bi.
O BC, através de seus economistas, e que têm disponível o acesso ao atual saldo das contas nacionais da economia brasileira, deve ter feito vários ensaios para decidir qual a quantidade de moeda à disposição do mercado para provocar o “CHOQUE” que deslocasse para a direita o equilíbrio do mercado até A¹ de forma que produza o efeito desejado que seja de atingir o PIB de 1,8% para o ano de 2014.

O mercado se encontrava parado e sem reação. O índice que mede a confiança de investimento dos empresários para 2014 estava baixo, segundo as últimas pesquisas divulgadas. Alguns setores pesquisados indicavam que o ano já estava perdido e que, se algum investimento fosse ocorrer, só depois de 2015 que seria decidido, após a posse do no presidente e a definição de sua política econômica.

Hoje o setor industrial encontra-se sobre uma grave dúvida devido a crise por que passa o setor gerador de energia elétrica e também por não saber qual poderá ser o preço do insumo para o futuro.  Especula-se no mercado que o custo da energia subirá em janeiro de 2015 a taxas de 15 a 20%. Hoje, estatísticas de consumo no setor industrial indicam que grande parte das empresas com produção, dependente da energia intensiva, está preferindo reduzir a produção para se adequar a demanda, e estão vendendo o excedente da energia para o mercado livre e ganhando pelo alto valor pago no mercado. Essas políticas adotadas pelas empresas industriais decorreram do seu baixo volume de vendas, além das péssimas previsões do crescimento do PIB para 2014.

O BC reagiu e adotou o “choque” para reverter à trajetória do quadro de estagflação, com a inflação hoje chegando perto do teto da meta do BC que é de 6,5% a.a. Os economistas do mercado que englobam os Bancos, Financeiras, acadêmicos e Empresas estavam prevendo o crescimento do PIB de 2014 para 0,9%. E o Governo Dilma prevê que com essas medidas ele chegue a 1,8%.

Fica a pergunta: Será que 45 Bi serão suficientes?
Até para os economistas do BC e do Governo Dilma essa pergunta é difícil de ser respondida, pior ainda para os que estão fora do governo. Mas para os economistas do BC, que dispõem de todos os saldos das Contas Nacionais, fica mais fácil para eles darem a resposta. Os ensaios devem ter sido feitos no PC com os ensaios de vários números até que eles definiram como bom o de 45 Bi. Sabem que deverá produzir resultados imediatos e também sabem quanto esse total irá influenciar no M¹ e os demais meios de pagamento, desde o momento que o valor é liberado pelo BC até o tempo dessa política chegar ao final da ponta do sistema financeiro. Desde o dia do anúncio da política, o BC deve estar monitorando as reações do mercado. Se der certo, outras políticas virão, mas se não funcionar os economistas terão outras medidas de política econômica que causam efeito sobre as variáveis da IS, LM e BP para complementar e levar o PIB ao número próximo ao desejado. È ano de eleição e o baixo crescimento poderá corroer a credibilidade no governo, tal como as pesquisas de opinião estão mostrando.

Então os economistas do mercado não têm meios para medir o impacto se é muito ou se é pouco, isso não importa agora, mas eles já sabem que a economia sofreu um choque. O que explico nesse artigo, é que a política é expansionista. Sabem também que essa política monetária provavelmente poderá provocar o aumento da inflação e se nada for feito ao contrário, irá provocar o estouro do teto da meta que é de 6,5%.

A BP, chamada curva do câmbio, também está se deslocando para a direita em expansão, mas essa curva tem o dólar como variável e o Governo Dilma deverá adotar alguma medida que mantenha a cotação nos níveis atuais de R$2,21 x US$1, para que assim o câmbio não se torne um vilão ou um motivo para o aumento da inflação.

Conclusão:
Apesar do “choque” ter sido aplicado para provocar uma expansão da economia, na prática ele poderá não provocar o efeito desejado. O ceticismo é grande, enquanto que o Governo Dilma está com a caneta na mão e de olho nas eleições de outubro. E hoje o governo não está contando com as boas notícias, tal como as do bom crescimento da economia, um dos pilares favoráveis para sua eleição há quatro anos. Os resultados da economia estavam provocando uma avaliação medíocre do governo.

Então, ocorreu o choque econômico e resta agora aguardar quais serão os resultados para os diversos setores, sendo: (i) Observar com que taxas os Bancos irá trabalhar. Avaliar qual será a velocidade de oferta de dinheiro eles vão se posicionar. (ii) Controlar como o setor industrial e o comercial irão reagir após seus economistas emitirem suas opiniões sobre a nova política. Se os empresários vão aproveitar a sinalização de expansão ou se vão esperar que a demanda por bens e serviços se eleve e só depois vão reagir em cima de estatísticas que comprovem o crescimento. Existe a possibilidade da manutenção do ceticismo e os empresários optarem por elevar os preços e recuperar a lucratividade, mantendo a produção nos níveis atuais. É oportuno considerar que o custo da energia elétrica irá se elevar a partir de janeiro de 2015. (iii) Quanto ao consumidor e eleitor é ele quem deverá mostrar ao mercado sua reação. Também vejo duas opções, sendo: ele poderá aproveitar o crédito a juros mais baixos para ajustar suas dívidas e não consumir, ou consumir e elevar seu patamar de endividamento.

O consumidor não lê resenhas econômicas nem artigos iguais a esse, muitos não entendem um debate de economistas na TV ou no rádio, mas sim costumam aguardar os acontecimentos. E a próxima grande discussão para o consumidor são as eleições majoritárias para daqui a menos de três meses. Os políticos do governo de um lado vão dizer que a economia vai se expandir e que o Brasil vai crescer, enquanto que os da oposição irão tentar provar que o PIB não cresceu e que estamos numa estagflação. Como o atual choque não produz efeitos imediatos, o meu parecer é que o mercado, através dos três setores que fiz a análise acima, não vai reagir tão rapidamente ao choque. Só deverão registrar que ele ocorreu e caso ocorra outra ação desesperada do governo na tentativa de recuperar a credibilidade. Pelas pesquisas de opinião me parece que a oposição já conseguiu vestir a carapuça da incapacidade da equipe econômica do governo fazer o Brasil crescer.

Finalizando, eu recomendo ao leitor que continue a fazer suas observações do que irá acontecer no seu setor de atividade de trabalho, considerando como base o que eu expliquei nesse artigo. Considerar que o BC provocou o “choque” para causar uma expansão econômica para atingir um PIB de 1,8% em 2014 e tentar reverter o estado de estagflação, com os economistas do mercado prevendo um PIB de 0,9% para esse ano.

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.
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A crise de 2008 seis anos depois. Por Aloisio Pombo. 15-09-2014.

 

A crise econômica de 2008, que pode ser comparada à de 1929, completa hoje 6 anos e teve como causa principal o chamado estouro da bolha imobiliária nos EUA. Na época, os bancos e financeiras de lá financiaram imóveis para as pessoas e as seguradoras garantiam esses investimentos das pessoas. Durante vários anos as pessoas seguiram financiando a compra de imóveis. A cada ano os preços iam ficando maiores, mais do que eles valiam no mercado, ou seja os preços eram irreais, mas os bancos, financeiras e seguradoras não se importavam com isso. Continuavam financiando essas unidades habitacionais de lá.

 

Quando algumas pessoas não puderam continuar a pagar os financiamentos, por desemprego ou outros motivos, tentaram vender seus imóveis para encontrar outras soluções de moradia sem os encargos do custo das prestações mensais. Mas não conseguiram, e a solução foi devolver os imóveis aos bancos e financeiras para zerar o débito, perdendo assim parte ou tudo que pagaram. No início os bancos foram aceitando essas devoluções, mas chegou a um ponto em que em 15 de setembro de 2008 o Banco Lehman Brothers fechou e a seguir sua falência foi decretada. Outros bancos e financeiras apresentaram pedidos de ajuda e foram atendidos pelo Governo dos EUA.

 

O mais grave de tudo é que nenhuma agência de risco, aquelas mesmas que  todos nós conhecemos hoje rebaixando a dívida soberana do Brasil, de empresas e de vários outros países, nenhuma delas detectou o problema antes a não rebaixou o Lehman, a financeira IAG que também quebrou, e tantas outras instituições dos EUA que causaram sérios prejuízos em todo o mundo. Foi um absurdo que deixo minha revolta registrada aqui nesse artigo.

 

A segunda causa da crise de 2008 foram os denominados economistas de Chicago que, por sua teimosia, não tomaram providências antes de tudo acontecer. Deixo também registrado que esses economistas eram os que prestavam consultoria ao governo dos EUA, FED – Banco Central dos EUA, e que são economistas que pregam a liberalidade do mercado, ou seja, afirmam que o próprio mercado é que tem que reagir aos fatos econômicos que surgem  e que o Governo dos EUA não deveria intervir na economia. Nenhum deles alertou para o perigo do estouro da bolha, e sim os economistas Keynesianos, que viram o problema e fizeram vários alertas, mas foram calados pelos donos do poder das mídias e do Governo Bush na época. Um absurdo.

 

EUA, Europa, e governos de várias economias em todo o mundo fizeram aportes e financiamentos de mais de US$15 Trilhões para salvar bancos e empresas e que ainda circulam pelas economias de todo o mundo, e a crise ainda não está debelada. Mas a União Europeia e o EURO estão salvos.

 

A grande vantagem foi que na crise de 2008 o mundo financeiro inteiro ficou sabendo horas depois que o Lehman Brothers estava falido e puderam tomar decisões imediatas e ainda salvar parte do dinheiro aplicado em mercados menos protegidos e nos investimentos de maior risco. Já na crise de 29 as pessoas só ficaram sabendo o que tinha ocorrido e suas consequências semanas e meses depois do fato consumado. Mas aí, já estavam pobres.

 

Tem muito mais. Já escrevi muito sobre esse tema nos artigos anteriores.  O leitor que desejar saber mais sobre a crise de 2008 poderá recorrer a essa leitura acessando conforme seu interesse.

Prof. Adm. Aloisio Pombo de Miranda Santos, MSc.

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É consultor em gestão estratégica empresarial, tem escritório no Jardim Botânico  Rio de Janeiro - RJ e atua em todo o Brasil mediante contratação de seus clientes.

 

 

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A condenação da Argentina no Tribunal de Apelação de Nova York. Por Aloisio Pombo. 25/06/14.

Informações iniciais e consequências.

Saiu ontem a sentença que condena a Argentina a pagar aos credores internacionais o valor total do calote que deu em instituições de crédito, fundos de pensão de aposentados, e outros credores.

 

Na sentença, apenas uma pequena parte de credores foi beneficiada, mas o texto diz que qualquer outro credor que, mesmo que já tenha aceitado receber apenas 30% da dívida, poderá entrar com pedido de receber tudo. Segundo o cálculo de especialistas esse valor subirá para US$100bi, que é considerado impagável.

 

São três as minhas análises iniciais:

A sentença serve de exemplo para os demais países, principalmente os europeus que fizeram acordos com instituições financeiras, FMI, Banco Mundial, etc. que, quem deve algo, tem a obrigação de pagar. É um alerta para que cada nação faça seu ajuste fiscal para não sofrer consequências tão graves como é esse caso da Argentina.

 

A segunda observação é que essa punição deverá afetar o Brasil. Se as baixas exportações para lá foi a causa de um PIB baixo para a indústria brasileira, agora ficará pior.

 

A terceira é que fica um exemplo negativo para o Brasil não seguir. Cuidado com um governo populista, que faz política para angariar votos e joga o país no “buraco”. O analista não precisa ser economista para perceber que a inflação lá é muito mais alta que os índices oficiais, que a paridade peso X dólar é irreal, que o país não consegue crédito para rolar seus compromissos internacionais.

 

A Argentina não merece esses governos, mas quem os coloca lá são seus eleitores. Peço a Deus que salve o Brasil desses tipos de políticos. Amém.

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.

POMBO-MOVA 

 

Artigo: A economia mundial após a crise da Ucrânia de março 2014. Por Aloisio Pombo.

Atualização da opinião sobre a crise Rússia x Ucrânia em 20 de junho 2014.

O clima de crise de guerra e de anexação não evoluiu para uma crise econômica no mundo, ficou restrita a anexação da Criméia e algumas hostilidades em cidades fronteiriças da Ucrânia. A Rússia recuou nas ameaças, após as restrições impostas por EUA e países europeus.

 

Por isso, mantenho as boas notícias para a recuperação econômica mundial, da crise 2008/14, para todas as economias em todo o mundo. Verifica-se que os países vêm mantendo o ajuste fiscal iniciado no início da crise e verificamos que os protestos não são tão acentuados. O que essas economias precisam é de tempo e aproveitar que a economia mundial está reagindo bem, tal como ocorreu em 2013/14, para a recuperação total. As principais eleições majoritárias nos principais países do mundo já ocorreram.

 

Eu credito o sucesso da recuperação europeia à firmeza de Angela Merkel e as atitudes positivas de Hollande, apesar de Cameron e os políticos do Reino Unido ainda estarem insistindo na saída da União Europeia. O comando de Hollande sobre a economia da França merece o meu elogio por que, para o bem da França, ele não está agindo com base no discurso que usou para ser eleito.

Hoje eu considero que o EURO está salvo, tal como a UE. É fundamental a existência da forte moeda alternativa ao Dólar, como também faz bem para o mundo o Bloco Econômico Europeu para o equilíbrio de toda a economia mundial. O Japão também está em recuperação, o que deverá refletir positivamente para todos os “tigres” asiáticos, que são seus parceiros. Observamos a China e Índia com suas economias estabilizadas, que é tudo que a economia mundial precisa para os próximos anos.

 

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc. CRA-RJ 1481-1.        Página inicial www.aloisiopombo.com.br Autorizo a publicação desse artigo.

Opinião inicial sobre a crise da Ucrânia em março.

Estamos lendo sobre o bom momento de recuperação das principais economias por todo o mundo. Mas fomos surpreendidos pela crise da Ucrânia. E é sobre esse fato que irei especular sobre o que fazer e o que esperar para o futuro.

Vejam acima a continuação desse artigo. Aloisio.

 

A Petrobrás e a “estatização” de Pasadena nos EUA. Por Aloisio Pombo. 22-04-14

Onde é que eu assino? Esse é o principal erro de executivos (as) que são nomeados para os Conselhos de Administração sem que tenham probidade para cumprir a função que o cargo exige, ou que tenham probidade mas receiam perder o “bolsa conselho” por discordar ou atrasar um na entrega de um parecer técnico. Embora muitas histórias sejam contadas sobre diretorias inteiras que assinam documentos e contratos, sem ler e conferir o que estão concordando, só por que no papel já tem duas assinaturas. Pois deveriam ter sido feitas várias revisões pelo presidente daquele conselho e demais conselheiros antes de assinar o contrato em que a Petrobrás comprou a Refinaria de Pasadena e tentaram estatizar a empresa. Diz a legislação que esses conselhos são formados através de uma assembleia de acionistas da empresa que aprova a lista das pessoas indicadas. Isto é, os acionistas indicam seus representantes para defender seus interesses financeiros e de lucro com as ações que possuem.

 

O principal erro não foi as pessoas do Conselho Deliberativo da Petrobrás, na época da assinatura do contrato, ler ou não alguma cláusula e por isso a Petrobrás perdeu muitos dólares. Mas sim foi uma bruta contradição da empresa estatal brasileira comprar parte de uma refinaria junto com um sócio. Será que no mercado mundial na época não existia nenhuma refinaria à venda sem que a Petrobrás precisasse de um sócio privado. Então na origem, o Conselho Deliberativo da Petrobrás, deveria ter se recusado a ler o contrato de compra por melhor que parecesse ser na época. Na época o candidato à presidência já dizia em campanha: “- Não vou privatizar a Petrobrás”. Então, porque tentar estatizar uma empresa nos EUA?

 

Defendo esse tipo de análise feita no parágrafo anterior como um dos primeiros estudos que fazemos para instruir processos de fusões e aquisições. Mas a segunda análise vem da resposta para a pergunta: “- quem será meu sócio? Muito antes das análises de framework como as 5 forças de Porter (a rivalidade do mercado, capacidade de negociar com fornecedores, com compradores, empresas que estão entrando e empresas emergentes) SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), PESTELt (Políticas, Economia, Social, Tecnologias, Environment, Legislação e mais um (t) de tempestade, tsunami, terremoto, terror), além de outras análises. Nos cursos de Gestão de Negócios do SEBRAE o professor começa pela pergunta: Quem será meu sócio? Escolher um sócio significa que o contrato será como para um casamento de longo prazo. Vejam a contradição nesse ato. Se no Brasil o Governo Dilma não aceita privatizar a Petrobrás, e essa empresa não tem experiência para lidar com sócios para decidir sobre sua produção, operações e logística, como é que se vai comprar meio a meio uma empresa lá nos EUA. Será que foi um trem da alegria? Na época o Brasil era considerado uma “potência emergente”. Será que na época o orgulho subiu a cabeça dos dirigentes brasileiros?

 

Como foi um Conselho Administrativo quem decidiu a compra, e que os membros desse Conselho devem ter recebido assessorias de consultores economistas e juristas, então eu então vou fazer um estudo mais dentro do conhecimento desses profissionais que é a teoria dos jogos. É um estudo muito falado na academia que tem como desfecho a tomada de decisão onde o jogador que vai fazer o movimento que pode ganhar tudo ou perder tudo. Pois baseado nessa teoria o Conselho Deliberativo da Petrobrás estava comprando uma refinaria nos EUA, sobre as regras liberais da legislação daquele país. É por isso que lá existe uma legislação clara e que exige nos contratos cláusulas que não venham causar dúvidas à Suprema Corte dos EUA. Lá a regra é clara, quem errou paga. Mas no Brasil os diretores e os membros do Conselho Deliberativo dizem: “- Sim senhora”. Como é que podia dar certo ter como sócio um empreendedor, apoiado na legislação liberal americana de um lado e do lado brasileiro um governo que tem fama de ser radical.

 

Finalizando esta reflexão. De acordo com a legislação vigente no Brasil é o Conselho Deliberativo de uma empresa quem toma as decisões corporativas de abrangência macroeconômicas, além das de fusões e aquisições, etc., enquanto que a Presidência da empresa, no caso a Petrobrás, é quem cumpre essas decisões através da gestão das atividades de produção, operações e logística. Por isso, não se justifica blindar hoje os antigos conselheiros da Petrobrás, colocando a culpa no presidente da estatal na época. Basta ler nas regras da CVM – Comissão de Valores Mobiliários e na legislação brasileira quais são as competências e responsabilidades de cada um. Então, que todos os membros do Conselho Deliberativo da época, que foram remunerados para isso, respondam pelos seus atos. Numa assembleia da Petrobrás os acionistas outorgaram a eles a responsabilidade de representá-los perante a empresa. Algumas pessoas na mídia chamam esses cargos de “bolsa conselho”.

 

Deixo aqui o meu conselho ao empresário brasileiro para os casos em que sua empresa vá fazer alguma fusão ou aquisição no exterior. Não faça expansão de suas empresas no exterior sem conhecer muito bem o negócio que vocês estão comprando. Na análise PESTELt, o último L é que trata da legislação. Contrate escritórios de advocacia e de economia especializados com experiência no país da aquisição além de outros aqui, com a mesma competência. Quanto ao P do anacrônico, ele trata da política vigente no país, é utilizado para fazer a análise de quais consequências que a empresa pode sofrer ou se beneficiar em caso de mudanças políticas e suas influências futuras. Nesse caso, investir lá nos EUA não se corre esse risco, é um país que trata o empreendimento de forma liberal. Mas aqui no Brasil essa aquisição está dando o que falar e ainda vai render muitas páginas nas mídias para a política.

 

Autorizo a publicação. Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.

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O PIB do Comércio no Brasil.

Análise do Primeiro Trimestre 2014 e a previsão para os próximos trimestres. Por: Aloisio Pombo. 10/04/14

 

Vou fazer o estudo dessa análise setorial por que eu considero fundamental, já que é o comércio quem vende os bens e serviços produzidos pela indústria. Os primeiros números do PIB do Comércio para o primeiro trimestre que já foram divulgados verifica-se uma recuperação em vários setores, embora as previsões para os próximos meses sejam de cautela. Os economistas estão prevendo uma desaceleração para o próximo trimestre devido a fatores como: menos dias úteis com um elevado número de feriados que caem durante a semana, além do período da Copa que sempre ocorrem paralisações. Além das previsões do retorno de manifestações e greves que afastam os compradores das compras nas lojas.

 

Creio que o resultado do movimento do dia das Mães deverá ser um balizador para o crescimento nesse segundo trimestre e, a seguir, o dia dos namorados em 12 de junho que também é o dia da abertura da Copa e poderá motivar positivamente as pessoas a presentear.  Os economistas estão certos de que a Copa só beneficiará alguns setores, isso com base no que ocorreu em outros países que receberam o evento. É incerta e difícil fazer uma previsão, já que a população de cada país e as circunstâncias do momento que estamos vivendo dificulta, podendo nos mostrar uma grande expansão comercial ou o contrário.

 

Eu aposto na expansão nesse segundo trimestre. Os indicadores da inadimplência estão em queda e, no fim de 2013, algumas pessoas preferiram utilizar o 13º salário para pagar parte das dividas ao invés de fazer novas compras, o que foi muito bom. O IBGE continua divulgando um baixo desemprego e isso é um forte fator de incentivo a gastança, as pessoas empregadas costumam aproveitar, já que se tem festa, vamos festejar. O clima de expansão continua favorável para os setores industrial e agropecuário. Mas o que me chama a atenção é o setor de serviços, que não vê crise pela frente e seus profissionais estão repassando cada vez mais sua inflação percebida para os preços e o consumidor está pagando a conta.

 

O que puxa para baixo a previsão de expansão no comércio vem do nível de confiança dos empresários do setor. Tal como expliquei no artigo anterior, o Governo Dilma não consegue combater a inflação, as denúncias contra a Petrobrás são graves, o envolvimento de políticos e funcionários do governo com a corrupção, e vários outros fatores macroeconômicos do governo para fechar as contas públicas, apagão de energia, apagão de água. Estas incertezas deixam os investidores cautelosos.

 

O empresariado precisa tomar cuidado com o pessimismo. Tal como as manifestações do ano passado que contaminaram as decisões para o investimento em estoques, o resultado foi comércio vender menos no Natal por não ter se estocado. Não investir em estoques por pessimismo e ou incerteza pode prejudicar as vendas nos próximos trimestres. Mas, precaução, caldo de galhinha, e pé a trás é o que conta quando o empresário fica assustado.

 

O cuidado do empresário em um setor não deve impregnar o do outro em precaução. Digo isso por que o setor industrial está em queda. É reconhecido que alguns setores estão atrelados a outros, mas vejo uma grande liberdade para algumas lojas do comércio expandir suas vendas, como é o caso de TV, enquanto outras não terão clientes passando por sua porta. Alguns empresários fazem os cálculos preferindo vender menos com o estoque baixo, mas negociando suas vendas com preço com maior margem de lucro.

 

Outro forte fator é o preço de venda e o lucro esperado pelo comércio. Não é possível pensar que os 20 dias da Copa justifiquem o aumento do preço de venda hoje. O consumidor não é bobo e só poucos pagam mais caro. Hoje as passagens aéreas estão mais caras do que devem, o mesmo ocorrendo com os preços dos hotéis, como o preço das cervejas e refrigerantes, os pratos nos restaurantes de local turístico, e vai por aí. Mas não se justifica que outros setores comerciais “copiem” a forma errada de explorar o turista. A minha visão de economista recomenda ganhar na economia de escala por vender mais quantidades ao preço estratégico.

 

Quanto ao futuro, isto é, o segundo semestre, teremos as eleições majoritárias. Nesse período, os governos federal, estadual e municipal se lançam em campanhas na busca de votos e isso joga muito dinheiro na economia. É um período em que os governos não querem saber de economizar. Com os cofres abertos, os governantes contratam, inauguram obras, fazem festa e o consumidor costuma participar dessa festa para que foi convidado. Mas a minha previsão é que o povo só vai pagar a conta no início de 2015 com um forte ajuste fiscal e combate à inflação, qualquer que seja o político vencedor. O segundo semestre deve ser de expansão e a previsão para PIB do comércio em 2014 é de 4%, para um PIB do Brasil em 1,7%.

Prof. Adm. Aloisio Pombo. MSc. –- www.aloisiopombo.com.br 

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A Economia Brasileira após 1º trimestre de 2014. Por Aloisio Pombo.

O investimento do empresário brasileiro está mais abaixo do que a economia precisa para dar um salto maior no PIB. Vou começar a análise pelas causas: A insegurança provocada principalmente pelas atitudes do governo quanto ao preço futuro da energia, o possível apagão com a volta do racionamento, as trapalhadas com as contas públicas, a alta inflação, e outros. Em todo o mundo, o empresário só investe quando existem regras claras, e hoje não existe isso no Brasil, como é o caso da fórmula para calcular o insumo energia.  O capital é como um “bicho” é medroso e se esconde até saber que está seguro. Enquanto o investimento é suspenso rapidamente, demora mais tempo para voltar ao nível anterior ao susto.

 

Segundo articulistas econômicos, o empresário espera do governo ações que lhe dê confiança sobre: uma economia mais previsível, menos impostos, mais facilidade no pagamento dos tributos, menos burocracia. O empresário investidor interrompe investimentos quanto encontra incertezas, um ambiente de hostilidade, pouco interesse do governo em investir em infraestrutura, logística, e outros fatores que possam melhorar a produtividade nas empresas.

 

No meu entender, o ministro da Fazenda, Guido Mantega não é o culpado, ele vem se mantendo no cargo porque não bate de frente com a Presidente Dilma, ou seja, obedece ao seu comando. Outro ministro que for colocado lá também vai dizer: “sim senhora”. Ele está no cargo desde o início do Governo Lula quando seu desempenho foi melhor.

 

Mas mesmo convivendo com esse clima de incerteza a indústria recuperou parte das perdas em janeiro com um crescimento de 2,9%.  Credita-se a esse aumento a um Natal que o comércio vendeu mais do que comprou para se estocar. No início do ano, com os estoques baixos voltou às reposições e como consequência ocorreu esse aumento da produção industrial após férias coletivas de alguns setores no fim de 2013. Outro ponto positivo para esses números é que o crescimento foi espalhado pela produção de vários setores industriais, com 17 setores - dos 27 pesquisados, divulgados pelo IBGE - além de forte alta na produção de bens de capital (10%). No decorrer do ano é que se poderá definir melhor qual será a tendência para o PIB do setor industrial. Deve-se lembrar de que as exportações para a Argentina ainda não se recuperaram, uma vez que agora em abril o país vizinho continua em crise.

 

O brasileiro não come PIB.

A seguir eu faço algumas especulações em relação ao PIB, que é um indicador econômico, mas que não reflete diretamente o bem estar da população. O que conta é que o emprego vai bem. Os economistas dos bancos, empresas e de instituições fizeram as previsões do mercado para o PIB do Brasil para 2014. Começaram prevendo que ele alcançaria os 2,28%, mas já está sendo estimada uma taxa de 1,68%. Enquanto que em 2015, eles acham que a economia crescerá 2%. Já as previsões para a inflação em 2014 o mercado tem a previsão para 6,01% e perto do estouro da meta de 6,5%. Enquanto que para o ano que vem, continua em 5,70%. O BC informou na sua ata que a inflação ainda mostrava resistência. O BC continuava vigilante embora sinalizasse agora em abril que irá manter a taxa básica SELIC por algum tempo, e que fechou em março em 11%. Essa taxa alta deverá atrair o capital investidor estrangeiro. E o primeiro trimestre terminou com a agência de risco S & P rebaixando a nota soberana do Brasil. Mas essa notícia pode não ter consequências para o Brasil, devido aos problemas que a Rússia enfrenta com a Ucrânia que provocou reações dos países europeus e EUA através de ameaças de sanções econômicas.

 

Quanto o PIB mundial o FMI prevê uma expansão para 2014 de 3,6%, para os países desenvolvidos 2,2%, emergentes 6,9%, a China 7,5% e a Índia 5,4%. Na Europa as previsões são de crescimento de: Alemanha 1,7%, França 1% e Reino Unido 2,9%.

 

Inflação e Desemprego.

A inflação no Brasil está indexada ao salário mínimo, o que é um erro. Mas o governo Dilma continua a dizer que o índice vai baixar. Uma das soluções é mudar a lei que reajusta o SM ao crescimento do PIB e a taxa de inflação do ano anterior. Já expliquei isso em artigos anteriores. Como esse ano é de eleições, só em 2015 é que o próximo governo poderá tomar alguma medida para sua redução.  Outra providência poderá ser um ajuste fiscal, com o corte de gastos do governo com a manutenção da máquina pública com o corte do número de ministérios e funcionários, privatizações e assim deixar o governo mais leve.

 

Quanto ao índice de desemprego continua em queda. Por isso, as pessoas continuam aceitando os preços dos produtos mais altos sem se importar e nem fazer restrições nas compras se serviços, viagens e alimentação fora de casa. Com a proximidade da Copa, os preços das cervejas e refrigerantes aumentaram mais do que o normal, o mesmo ocorrendo com as passagens aéreas. Vamos esperar o índice da inflação de agosto e setembro.

 

O fluxo e a entrada do capital estrangeiro no Brasil.

Segundo a Agência Morgan Stanley, o fluxo de capitais deverá continuar circulando para os países emergentes. Com a fuga de capitais na Rússia pela crise na Ucrânia, além das expectativas de novas medidas de estímulo do governo da China. Mas o fato mais significativo foi o discurso do presidente do FED – EUA, sinalizando que os estímulos econômicos continuarão por algum tempo, o que acalmou os investidores e o mercado – as explicações do FED foram que: “- as cicatrizes da grande recessão de 2008 ainda continuam, e será preciso tempo para que a economia dos EUA alcancem seus objetivos”. Essa sinalização do Governo Obama é uma das mais importantes do primeiro trimestre para a economia dos EUA e do resto do mundo. Reparem que, por causa disso, a relação da cotação dólar x real continua em valores menores que as do fechamento em dezembro último.

 

A crise de 2008 ainda é uma ameaça.

A economia mundial ainda está alerta para os desdobramentos da crise financeira de 2008. Como vimos acima, diversos países estão prevendo um crescimento positivo para 2014. Mas o alerta hoje é para o que vai acontecer se a Rússia cumprir a promessa de cortar o gás que abastece os países europeus em resposta às sansões econômicos que EUA e Europa estão estudando impor. Sem energia do gás e a Europa terá que encontrar opções mais caras para gerar energia. Por isso, o crescimento europeu poderá ficar comprometido em 2014. E a crise poderá voltar a se agravar.

 

Conclusão.

A economia brasileira de 2014 parece estar anestesiada esperando passar os eventos programados: COPA e Eleição. Enquanto isso nos resta esperar o que irá ocorrer a partir daí. Mas nesse primeiro trimestre o brasileiro foi surpreendido por uma série de escândalos desde na Petrobrás até de parlamentares da base do governo.

 

É incrível a incompetência dos Governos Lula / Dilma em lidar com a Petrobrás. Mesmo sabendo das dificuldades do Governo dirigir uma estatal tão grande, foi comprar uma empresa que pertenceu a antiga Standard Oil nos EUA. Se aqui no Brasil o Governo não consegue administrar de forma eficiente suas estatais, a compra da Refinaria de Pasadena foi um desastre financeiro além de gestão governamental.

 

Peço que o leitor considere os fatos que relatei para sua tomada de decisão em sua empresa. Mas eu recomendo que não faça desse texto uma mensagem alarmista ou trágica. Como citei acima, o povo não come PIB nem crise. Mas se o Governo Dilma não tomar medidas corretas para reduzir a inflação e aumentar a confiança interna e externa do investidor, o Brasil ficará mais vulnerável, mas depois das eleições o próximo governo irá agir rápido. Devemos considerar que nossas reservas estão acima de US$350 Bi, coisa de país rico. E que nossos principais produtos de exportação - alimentos, commodities agrícolas e minérios de ferro deverão retornar ao patamar antigo de exportações tão logo a economia mundial se reestabeleça. 

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.

POMBO-MOVA  / Análise de Cenários   

 

O PIB de 2013 no Brasil e o baixo desemprego. Uma análise.

Artigo: Por Aloisio Pombo. 14/01/14.

 

As mídias no Brasil tem levantado a questão de que há uma contradição entre o PIB brasileiro baixo e uma taxa de desemprego também baixa e em queda, batendo recordes seguidos de bom desempenho. Dizem os articulistas que não é possível aceitar essa contradição, já que seria mais coerente que, para um PIB baixo, deveríamos ter um alto índice de desemprego. Esperei que os economistas dessem uma resposta, mas isso não ocorreu, apesar de a mesma reclamação vem sendo repetida desde o “pibinho” de 2012. Eu ainda não expressei a minha opinião nos artigos que tenho escrito e acredito que a resposta nesse artigo possa ajudar aos leitores a compreender as razões para essa anomalia.

 

O PIB é o resultado de uma equação que reúne diversas contas da contabilidade nacional, que representa a soma de tudo que é produzido numa economia. Essas contas seguem os padrões adotados por quase todos os países para que seu resultado seja considerado confiável pelas demais nações. Por isso não se pode ficar modificando os seus métodos de se chegar a um resultado final, nem tão pouco especular, tal como estou fazendo aqui. O dado que é oficial é considerado o oficial e pronto Quando as autoridades mudam alguma metodologia, os órgãos responsáveis do país fazem as correções dos anos anteriores incluindo o novo dado modificado para que o número seja um só. É comum nesse caso ocorrer um aviso nas tabelas para que o leitor possa entender que os números mudaram e quando essa mudança ocorreu.

 

Isso considerado, vamos a explicação da diferença entre PIB baixo e recordes positivos de baixo desemprego no Brasil. A contabilidade nacional não pode admitir a existência de informalidade no país. Seria um atestado de incompetência fiscal, além de o governo saber que ela existe e que não tem uma política de evitar o chamado “por fora” ou o chamado “caixa dois”.

 

A razão para eu dizer que ocorre uma informalidade permanente em diversos setores produtivos no Brasil vem da definição do que é o PIB – A soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um determinado período de observação. Então, para o agente do governo chegar ao PIB os órgãos do governo (IBGE, FGV, arrecadação, etc.) colhem informações provenientes da emissão de notas fiscais, salários pagos, etc., dos vários setores produtivos, que são obrigados a informar ao governo. É assim que o Governo chegar ao resultado da soma de todos os bens e serviços que as empresas produziram no determinado período (mês, trimestre, semestre e ano).

 

Mas, se os dados que são colhidos das empresas são menores, a soma dos números oficiais que irão representar o PIB será menor, Certo? Pois é. A informalidade não faz parte do PIB nem no Brasil nem em qualquer outro país. Se a produção não é oficial, ela não existe. Quando eu estava escrevendo a minha tese para obter o título de mestre em economia eu, “desavisado”, comecei a pesquisar o setor de industrial de moda íntima na cidade de Friburgo RJ e projetar os dados para compará-los com os dados oficiais de todo o Brasil. Meu orientador recusou e mandou que eu escolhesse outro, sem dizer por quê. Aí eu levantei os dados do setor industrial de fechaduras, um forte polo produtivo também de Friburgo, foi recusado. Aí eu insisti e pedi explicações. A resposta foi que eu deveria saber que esses dois setores têm um alto índice de informalidade e por isso a tese seria derrubada pela banca. O professor disse que há evidências de que existe uma informalidade acima de 60% nesses setores. HÁ! Sim! Aí eu escolhi o setor do cimento que também fica perto de Friburgo e foi aceito. Nesse setor operam as empresas globais que não fazem nada “por fora”. É por isso que as estatísticas geridas pelo setor são confiáveis.

 

Então podemos compreender que setores como o da alimentação, construção civil, moda em geral, fechaduras, comércio em geral, hoteleiro, e até alguns setores de importação, não podem ser utilizados como trabalhos acadêmicos devido à informalidade que campeia no Brasil. E muito menos para medir o PIB.

 

São duas as principais causas desse elevado índice de informalidade: a elevada carga tributária em geral e a incapacidade dos governos (federal, estadual e municipal) de fiscalizar a arrecadação. As justificativas do empresário brasileiro para fugir ao pagamento de impostos, ou seja: não emitir nota fiscal ou emitir a nota com valores simbólicos, muito abaixo da realidade, pagar salários simbólicos e também aceitar receber “por fora”, pode se ler em entrevistas nas mídias é que o Governo cobra acima de 43% de impostos e não “faz nada” como retorno do que cobra.

 

Outra evidência da informalidade está no salário simbólico oficial pago por algumas empresas, quando a carteira é assinada pelo Salário Mínimo e o “resto pago por fora”. Até pode ser lido nas mídias casos em que ocorre o trabalho sem a carteira de trabalho assinada, os informais. Se for pesquisado nos tribunais do trabalho por todo o Brasil pode ser essa a principal reclamação trabalhista, quando o profissional trabalha nessas condições até ser demitido ou pedir demissão. Depois faz o pedido na Justiça do Trabalho de tudo aquilo que foi pago por fora.

 

Por outro lado o sistema de arrecadação tributária é antigo, obsoleto e confuso na forma de fiscalizar. Tem imposto federal que, depois de arrecadado, vai direto para os caixas dos Estados e Municípios. E a União não intensifica a cobrança porque é só mais uma despesa para ela, sem retorno. Uma reforma tributária é a solução, mas não sairá do papel tão cedo. É um consenso entre os tributaristas de que se todos pagarem impostos, todos pagarão menos. Há alguns cálculos que apontam que os 43% que pagamos hoje, sem a informalidade, poderia cair pela metade. Mas isso é outra história. HISTÓRIA que eu não deverei ver o final. Cinquenta anos é pouco para fechar todos os acordos.

 

Voltando a fórmula de como se chega ao PIB, na Inglaterra, França, Alemanha, EUA, a informalidade não prospera por que o risco da multa e cadeia é alto e lá a lei funciona.

 

Mas então, como a informalidade é algo que “não existe” para as contas oficiais, o PIB do Brasil é esse que aí está por que é aquele que pode ser medido. Mas por outro lado o emprego cresce não só por que as pessoas estão recebendo um salário real acima do oficial na carteira, como também existe um grande número de trabalhadores informais trabalhando na “camelagem”, o comércio não oficial por todo o Brasil, gerando uma renda maior e com um forte poder de compra. Acredito que os leitores possam conferir essas informações com a realidade que esteja ocorrendo ao lado de sua casa ou com algum parente que venha a comentar sobre esses temas.

 

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc. www.aloisiopombo.com.br  -   Autorizo a publicação desse artigo.

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Economia Brasileira. 3º trimestre 2013 e projeções para 2014. Por Aloisio Pombo 20/12/13.

Esta semana ocorreu a divulgação das principais estatísticas relativas ao 3º trimestre de 2013, o que nos permite construir um cenário de fechamento de 2013 e fazer as projeções para 2014. A notícia mais esperada foi positiva, o BC dos EUA anunciou que irá retirar gradativamente os incentivos à economia por que considerara que ocorreu a melhora nos diversos indicadores, além do acordo entre o congresso e o Governo Obama o que permitiu a aprovação do orçamento de 2014. Um impasse que já vinha sendo adiado desde final de 2012.

 

Minha análise será baseada nos indicadores disponíveis para construir os cenários e traçar as projeções futuras para a economia do Brasil e no mundo. Recomendo que cada leitor dê continuidade à leitura diária dos dados da economia, divulgados pelas mídias, para ajustar as projeções para seu setor de atividades, com base em cada mudança que venha ocorrer ao longo dos próximos meses.

 

O PIB do Brasil até o 3º trimestre somou 2,2% e o mercado prevê que o crescimento feche 2013 com 2,4%, o que é muito bom, se comparado com os números que os economistas consideram como de bom desempenho para as economias dos EUA, zona do Euro, Japão e a desaceleração da China com 7,5%. Mais uma vez eu emito a minha opinião técnica, enquanto partidos políticos de oposição divulgam opiniões de seus economistas e algumas mídias publicam o que é dito, mas nem todos emitem o seu parecer ou apresentem uma solução.

 

O cenário positivo da economia mundial para 2014 deverá contaminar a economia brasileira, tal como todas as economias dos demais países em todo o mundo. O crescimento dos EUA e o acordo para o fechamento de seu orçamento, já provocou a elevação da paridade do dólar frente a todas as demais moedas inclusive o Real. Posso juntar a essa boa notícia com a da recuperação econômica dos países da União Europeia principalmente Irlanda, Espanha e Itália além da continuidade do bom desempenho de França e Alemanha. A mais importante notícia boa dessa semana veio da Europa, com a assinatura do acordo firmado entre os países dessa região para a criação de um fundo de resgate aos bancos que venham sofrer alguma “quebra”.  Esses resultados positivos são resultantes do ajuste fiscal que todos os países se esforçaram para cumprir nas suas economias entre os anos 2011 e 2013.

 

O Japão já mostra sinais de saída da recessão, que já perdura por mais de 20 anos, com seu PIB crescendo pouco, mas sem que ocorra queda. Quanto ao PIB de 7,5 da China foi uma decisão de governo e não uma crise. Seus dirigentes deliberaram que o país deverá priorizar uma melhor qualidade de vida de sua população ao invés de investir no crescimento econômico.

 

As previsões do mercado para o Brasil em 2014 estão indicando um PIB de 2%, apesar do Governo Dilma prever um crescimento de 4%. Quanto a paridade do dólar deverá fechar com uma relação de R$2,35 e o mercado estima que feche 2014 com R$2,60. A atual cotação beneficia os exportadores e a indústria nacional contra as importações predatórias de produtos da China e Sudeste da Ásia. Não custa lembrar que a “maxi” desvalorização do real levou a paridade o dólar de R$1,65 a R$1,90, e em uma segunda etapa foi a R$2,15 e agora está a R$2,35 em um período de 2 anos. As causas ocorreram não só porque a economia no Brasil piorou, mas principalmente pela melhora da economia americana e a aprovação do orçamento que atraiu o investidor para a compra de títulos do Tesouro dos EUA. Além do BC dos EUA sinalizar que poderá aumentar as taxas básicas de juros.

 

Quanto à retirada de investimentos estrangeiros no Brasil as principais razões são resultantes das “maquiagens” que o Governo Dilma vem empreendendo na contabilidade pública “mascarando” o déficit fiscal. Não existir vontade para reduzir o número de 40 ministérios e da máquina pública, a manutenção da péssima situação da infraestrutura de estradas, aeroportos e portos, o também chamado de “custo Brasil”. Além de outras trapalhadas na forma de utilizar a concessão de créditos através do BNDES ao eleger os “amigos do rei”, e alguns setores industriais, para conceder empréstimos subsidiados.

 

Conclusão.

Considero positivo o indicador que mostra uma cotação do dólar em R$2,35, embora prejudique o Real. Este fato sinaliza que a crise de 2008 está terminando para a economia dos EUA, que é a mais forte do planeta. Por isso, o ano de 2014 será bom para o Brasil e para todo o mundo que vende para lá.

 

Não é apenas a economia dos EUA que vai melhorando, mas também, como citado no início desse artigo, o acordo fechado entre os congressistas e o Governo Obama para aprovação do orçamento 2012, 2013 e 2014. Esse impasse vinha atrapalhando muito a economia de lá e poderia ter levado o país a uma crise sem precedentes que arrastaria toda a economia mundial em mais um “buraco”.

 

O pior da crise de 2008 já passou. Teremos os EUA, a Europa, o Japão e a China em expansão em 2014 e esse fator deverá levar todas as demais economias para o crescimento. Um dos principais indicadores dessa previsão é que EUA, Alemanha, Japão e China já escolheram seus novos dirigentes que foram eleitos em fins de 2012 e no decorrer de 2013. Então o que está acontecendo lá é resultado da deliberação de seus governos, o que é muito bom por não haver incertezas sobre novos dirigentes.

 

O Brasil terá eleições para presidente em 2014 e por isso será um ano de gastança, o que manterá a inflação no teto da meta em 6,5%. Recomendo ao leitor tomar cuidado com 2015 por que, seja qual for o presidente eleito, ele terá que fazer um corte nos gastos para trazer a inflação ao centro da meta em 4,5% ou abaixo disso. Isso irá significar um aperto na economia com corte dos gastos do governo. Lembro que todo o primeiro ano de um novo governo é quando o presidente abre todos os “sacos de maldades”.

 

Com um cenário otimista o PIB de 2014 poderá chegar aos 3%, mas eu fico no realista prevendo 2%. Quanto às manifestações de estudantes e trabalhadores eu acredito que poderão ocorrer e não só influenciar nas eleições, mas principalmente para protestar contra os gastos com a Copa e as correções de algumas tarifas motivadas pela Inflação.

 

Toda a previsão é cercada de incertezas, embora que cada leitor tenha no seu setor industrial de atuação a sua particularidade. O que pode ser bom para um setor não pode ser transferido para outro. Façam seus ajustes.

Um abraço. Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.  Autorizo sua publicação.

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A Economia mundial. Aniversário de 5 anos da crise de 2008.

Por Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc. em 10/09/2013

 

O mundo está comemorando agora em setembro os cinco anos de duração da crise de 2008 e que ainda não tem um cenário positivo para que acabe nos próximos anos. Mas vou começar com uma boa notícia. O Euro não acabou e a UE – União Europeia continua com os mesmos membros e se recuperando da crise de 2008 / 2013. Quando em fevereiro último escrevi sobre a economia mundial ainda tínhamos dúvidas de como as economias dos países do chamado PIGs – Portugal, Itália, Irlanda, Grécia, Espanha iriam reagir após os ajustes exigidos pelos demais membros do Banco Central Europeu, FMI, e demais entidades que forneceram ajuda financeira para que a economia desses países se recuperasse.

 

Hoje, o Euro ainda continua sendo uma moeda forte. Essa é uma excelente notícia que trago nesse artigo. Os economistas sabem o quanto é difícil a construção de uma moeda. No caso do Euro foram anos de estudos e negociações para até se chegar ao lançamento da moeda. Alguns países da UE que, aderiram à moeda EURO, abriram mão da sua, como no caso da Alemanha, o Marco, que na época era uma moeda forte. Lembro também que a Inglaterra (Reino Unido) não aderiu ao Euro e manteve a sua moeda a Libra.

 

Mas essa crise é gravíssima e não é hora de comemorações. Nesses últimos dois anos, vários governos na UE foram renovados e vários chefes de estado perderam as eleições por causa dos ajustes que tiveram que fazer em suas economias. Estão até hoje enfrentando o desemprego e a falta de oportunidade para os mais jovens. Os novos governantes que foram eleitos seguiram o que manda o bom senso e fizeram cortes em suas economias tal como estavam fazendo seus antecessores. E apesar disso, os protestos praticamente acabaram.

 

Com o EURO se mantendo como moeda forte, ganhou a economia mundial e isso deu tempo para que a UE continue a se fortalecer. Veio o verão e os países do Mediterrâneo, principalmente, a Grécia e Itália passaram a ganhar com a chegada dos turistas, uma das suas principais fontes de renda.

 

Considero que crise mundial está em uma fase de ajustes. Os EUA e o Japão já mostram uma recuperação em suas economias, com o PIB tendendo a fechar 2013 em torno de 1,8 a 2,2%. Mas a China com um crescimento de 7,5% pensando em chegar a 5,5% é o que preocupa, embora seus dirigentes tenham declarado que preferem crescer menos para arrumar a economia. O objetivo será atender a ajustes internos adotando ações que beneficiem a população como a principal meta. Nota-se que esses três países passaram por uma troca de governo com eleições realizadas no último semestre de 2012. Obama reeleito foi o mais importante ganho para a economia mundial.

 

Por isso, considero que a retomada do crescimento do PIB em 2013 desses três países seja sustentável, apesar de tímido, o que é um bom sinal para toda a economia mundial por que são governos já eleitos, empossados, e que seus planos de ação já estão dando resultados positivos. Por isso eu considero que o crescimento mundial seja consistente e duradouro pelos próximos 3 a 4 anos.

 

Mas não é essa a opinião de grande parte de economistas de bancos, de instituições financeiras, articulistas e acadêmicos. Sabemos que qualquer novo fato pode virar um choque econômico e tudo desabar novamente. Isso faz parte da economia. Relembro o leitor que, tal como estávamos otimistas com a recuperação na UE, no início de 2012 surgiu a crise de desconfiança dos PIGs. Hoje o mundo ainda caminha numa corda bamba. Num telhado de vidro. O castelo de cartas pode desabar. Na economia é assim mesmo. Nada dura para sempre.

 

Mas os fatores que causaram a crise de 2008 estão servindo de lição para os governantes em todo o mundo. Na época o forte grupo dos chamados “os economistas de Chicago” eram arrogantes e seus argumentos na defesa do mercado livre eram sempre barulhentos, calando os demais grupos keynesianos e adeptos à regulação de algumas atividades da economia pelo estado nacional. O grupo de Chicago dizia na época que o Governo Bush nunca deve intervir: “- deixa que o mercado se regule sozinho até encontrar seu novo equilíbrio”. Deu no que deu. Após a crise ocorrer, os estados nacionais interviram injetando dinheiro nas suas economias que até hoje são calculadas perdas que superam os US$11 tri em todo o mundo. Só os EUA perderam US$ 6,28 tri. Para o leitor ter uma idéia da dimensão que isso representa o tamanho da economia da China é de US$ 8,23 tri e a do Brasil é de US$ 2,39 tri. O que equivale dizer que a crise 2008/2013 consumiu uma China e um Brasil.

 

Tem muito mais a se comentar sobre a economia mundial, mas eu me contento em considerar como uma vitória de todo o mundo a salvação do Euro como moeda forte. E se manteve forte ao invés de ter se depreciado. Além disso, que a União Europeia continua com todos os seus membros anteriores à crise. Repito que temos a considerar que surpresas possam surgir até o fim de 2013, mas esse artigo foi escrito para mostrar a minha visão otimista que temos hoje. Pelo que não ocorreu e o que já aconteceu e que é real.

 

Registro que foi nesse início de segundo semestre de 2013 que aquela perna de baixo do L da crise de 2008 começou a subir. E poderá virar um ensaio de U em 2014 e um U maiúsculo em 2015.

 

Repito o que já disse em artigos anteriores. Sou mestre em economia e deveria ser mais conservador ao escrever. Que deveria ficar calado sobre algumas reflexões para não queimar a língua. Mas não exerço a profissão, não faço parte do governo e não sou candidato a nada. Sou administrador e escrevo essas minhas opiniões para que meus alunos, clientes e amigos possam ler o que penso e utilizar ou não na construção de seus cenários, para aplicar nas suas vidas particulares, nas discussões na mesa de um bar e na tomada de decisão em suas empresas.

 

Há! Não falei sobre o Brasil. O que é bom para a economia do mundo será bom para o Brasil. O problema é que o Governo Dilma quer se reeleger. Se não fosse isso, ela faria um forte ajuste fiscal, reduzindo os ministérios a 20, cortando significativamente os gastos de custeio e partisse para investimentos fortes em infraestrutura de escoamento das safras, linhas de distribuição de energia renovável, que o BNDES pare de ajudar aos “setores escolhidos”. Pare de maquiar as contas que influem no superávit primário e na inflação. Libere o preço da gasolina que hoje está subsidiado. Anotem! Se continuar como está, tudo de errado que o Governo Dilma está fazendo hoje, será pago em 2015 pelo governo que o suceder. Na economia é assim, tem uma hora que os esqueletos são colocados fora do armário e a conta tem que ser paga.

 

Prof. Adm. Aloisio Pombo, MSc.

    www.aloisiopombo.com.br

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